Por estas bandas já começou a época da apanha da azeitona. O 1º dia foi no sábado e muitos sábados virão...
Esta época é um pouco nostálgica para mim. O meu pai adorava a apanha da azeitona e cheguei a dar por mim a chorar e a ripar os bagos em cima da oliveira. Relembrei algumas conversas, anedotas e brincadeiras que só ele tinha para nos animar. Lembrei como ele me chamava: "Marieta". Sinto tanta saudade!
Ás vezes ainda penso que ele não foi embora. Que isto é apenas um sonho e que vou voltar a ouvir a sua voz... Como dói!
Tenho muita mágoa da Maria não conhecer o avô. Nenhum avô, aliás! Só tem a minha mãe que ela adora demais! Acho que o amor dos avós é diferente do nosso e muito importante para as crianças. Todas as crianças deveriam conviver com os avós, recebr os seus ensinamentos mágicos, ouvir as suas histórias, absorver um pouco da sabedoria que só eles têm e que a vida lhes deu.
O meu pai tem um amigo, já desde os tempos de adolescente em África, que vejo como sendo o "avô emprestado" da Maria. É o Sr. Zé. Ele adora-a e está sempre a fazer-nos visitas e a ligar para perguntar por ela. Ontem apareceu lá em casa com um saco grande e disse: "Tenho aqui um presente que fiz para a menina."
Como ela estava a dormir eu abri o presente pois estava cheia de curiosidade. Fiquei maravilhada. Era uma casinha para colocar o presépio e ao lado tem um curral para "os mémés", como a Maria diz, e um poço de água com uma picota. Tudo feito à mão e com materiais caseiros: pauzinhos e palha. (tenho de colocar aqui uma foto). Quando a Maria acordou e viu aquilo ficou de boca aberta e só perguntáva pelos "mémés". Foi um castigo para lhe tirar aquilo das mãos. Foi uma alegria que só visto. Mais uma vez não consegui conter as lágrimas...
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