Na verdade não sou católica praticante. Sou até pouco crente à religião.
Devido à ausência dos meus pais, até à adolescência, vivi muitos anos em casas religiosas e colégios. Esta convivência mostrou-me coisas e atitudes que pensei nunca presenciar. Esta vivência também moldou a minha personalidade. Fui bastante rebelde mas considero-me uma rebelde sã e convicta de que as atitudes que tomei foram as mais acertadas, na altura. Foi por ter presenciado tanta injustiça que perdi a minha fé na igreja. O Papa do meu tempo, JP II, morreu e o ícone também.
Depois, com o Papa seguinte, a igreja tornou-se ainda mais insignificante para mim. Não via aquele homem como um homem de Deus. Para mim ele foi um politico que se aproveitou da riqueza do "seu partido" para ter uns anos de vida boa e nada mais. Fiquei contente quando se foi embora. Não estava ali a fazer nada. Apenas a ostentar riqueza e bem estar.
O próximo Papa era uma incógnita para mim. Mas aos poucos está a fazer-me acreditar novamente que a igreja (uma parte muito pequena) pode mudar. Estou contente com as suas acções (o exemplo deve vir de cima!) e as suas palavras têm significado para mim. Está a mostrar que é Homem de bem e muito simples, como a igreja deve ser. Está a cativar-me.
Espero que se aproximem anos de mudança em todo o mundo e que os Homens sejam mais humildes.

Sem comentários:
Enviar um comentário